22 de setembro de 2008
Saiba mais sobre o trabalho dos Arquitetos de Informação,
suas aplicações e cursos para seguir esta nova profissão
no Brasil
Antes a máquina se comunicava com a máquina e então surgiu o homem. Mas a
complexidade não deixou de existir. Quem nunca teve dificuldades para encontrar
informações em um site? Quantos não desistem de uma compra online devido a uma
arquitetura de informação inadequada?
Se o termo arquitetura da informação soou estranho, seja apresentado a uma das
profissões da atualidade no Brasil. "A profissão não é nova, ao contrário do que
muitos possam afirmar. Na metade da década de 70, o mundo já experimentava um volume
crescente de informação, que surgia de todos os lados e de forma desorganizada",
diz Fábio Palamedi, professor de pós-graduação de Arquitetura de Informação na FIT
e Consultor de Arquitetura de Informação para gerência de concepção de produtos da
diretoria de P&D do UOL.
A novidade é que até então, não existiam cursos para os profissionais de AI no mercado
brasileiro. Segundo Palamedi, o cenário brasileiro é bem diferente, comparado a países
como Estados Unidos e Canadá, em que os “job´s descriptions” são muito mais claros,
ou seja, no Brasil é muito mais difícil de se encontrar especialistas, porque os profissionais
acabam exercendo outras funções paralelas.
Segundo pesquisa de Guilhermo Reis, mestre pela ECA-USP e criador do site Guilhermo, popular
entre os profissionais de AI, mais da metade da categoria dedica até 50% do seu tempo de trabalho
para a Arquitetura de Informação.
A falta de um "job description" no Brasil dificulta muito a vida de quem está iniciando.
"Como ninguém sabe ao certo o que o Arquiteto de Informação faz, existe todo o tipo de oferta
de trabalho. Para o AI, é preciso saber identificar as oportunidades que realmente são pertinentes
a profissão", explica Palamedi. Por outro lado, no IA Institute, uma organização mundial que
visa promover a AI mundialmente, já conta com 1.400 membros de 80 países.
Simplificar
Mas afinal, o que faz um Arquiteto de Informação? Seu criador, Richard Wurman,
definiu: tornar simples o complexo.
Um bom arquiteto de informação deve oferecer aos usuários facilidade de entendimento e
recuperação de informação. Segundo uma pesquisa do Nielsen Norman Group, 27% das causas de
insucesso das vendas de um site se devem ao fato do usuário não conseguir encontrar o produto
que estava procurando. Comece a perceber, mas sites em que o conteúdo é facilmente encontrado
podem estar munidos de especialistas de AI.
fonte: www.noticiasdeti.com.br
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